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26 de janeiro de 2017, 20:34 - Douglas
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Jantar Secreto

Jantar secreto
Raphael Montes

Há alguns meses, quando saiu o polêmico resultado da escolha do Nobel de literatura, li em algum recôndito lugar da internet, o seguinte aforismo, atribuído a Victor Camejo (@victorcamejo, no twitter): “Absurdo o Bob Dylan vencer o Nobel de Literatura. Ele não escreve livros! Todo mundo sabe que quem faz isso não são músicos, são youtubers”. Comentário assaz hilário e genial, levando em conta a recente safra de livros oriundos desses astros “internéticos”.

Não posso dizer que eu seja contra. Seria hipocrisia. O que todo escritor quer, assim como eu, é ser lido e vender seus livros. Ter reconhecimento e lucro. Youtubers ou não, por mais controversos que sejam, eles conseguiram alcançar esse patamar. Quanto ao conteúdo do que eles escrevem ser bom… Não sei. Eu não li e não tenho planos de. Mas, honestamente, acredito que há espaço e público para todos. Se há tanta oferta é porque há consumo. E o público, no final das contas, é quem manda.

O que me deixa um pouco frustrado é que, enquanto essas pessoas “famosas”, oriundas de um meio não literário, fazem uso de sua imagem para vender livros, alguns autores de real talento não conseguem florescer diante da agressividade deste mercado.
continua…

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20 de janeiro de 2017, 10:04 - Cristine
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Cujo, de Stephen King

Cujo
Stephen King

Este é o primeiro livro de Stephen King que leio. Ou melhor, que leio por completo. Comecei a ler Sob a redoma, no Kindle, mas a leitura está parada há meses – mais adiante comento sobre os possíveis motivos. Havia lido um conto, “Milha 81”, e gostado bastante. Quando surgiu a oportunidade de receber esta edição linda de Cujo, não pensei duas vezes.
continua…

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16 de janeiro de 2017, 20:18 - Douglas
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Como se estivéssemos num palimpsesto de putas

Como se estivéssemos num palimpsesto de putas
Elvira Vigna

Esta é uma análise difícil. Um romance, diferentemente das novelas (sabe a diferença? Dê uma olhadinha aqui: Gêneros Literários: a Novela) é uma obra transcendental, cuja subjetividade estética pode estar além de uma única e definitiva análise. Ou seja, em grande parte dos casos, vale mais o que o autor colocou nas entrelinhas do que explicitamente nas linhas.

Mas este não é o único aspecto que torna a crítica desta obra complicada. Outra das idiossincrasias do romance é ele falar sobre o mundo real. Pessoas, sentimentos, contextos reais. Não quer dizer que não seja ficção, mas é uma ficção que reflete, representa e/ou descreve aquilo que é o mundo verdadeiro. E a magia do romance está justamente no prisma pelo qual este mundo real é visto. Seja um personagem esquizofrênico, como Goliadkin, do romance O Duplo de Dostoievski, seja um simplório alegre como Brás Cubas de Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, as interpretações serão sempre distorcidas, de acordo com a psique do personagem. Portanto, noções de ordem e sequência narrativa, tempo, espaço, etc. são sempre subjetivas.
continua…

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3 de novembro de 2016, 17:55 - Cristine
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A história dos meus dentes

A história dos meus dentes
Valeria Luiselli

Gustavo Sánchez Sánchez, mais conhecido como “Estrada”, tem uma missão: quer trocar todos os seus dentes. Ele possui algumas habilidades que podem ajudar nessa empreitada, como, por exemplo, imitar Janis Joplin e decifrar biscoitos da sorte chineses. Além disso, ele é o melhor leiloeiro do mundo — mesmo que ninguém saiba disso, já que ele é muito discreto.
(fonte: 2ª orelha do livro)

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3 de setembro de 2016, 22:06 - Cristine
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Foe, de J.M. Coetzee

Foe
J.M. Coetzee

Neste clássico da literatura contemporânea, publicado originalmente em 1986, o prêmio Nobel J.M. Coetzee reinventa a história de Robinson Crusoé.
No início do século XVIII, Susan Barton se vê à deriva após o navio em que viajava ser palco de um motim de marinheiros. Ao desembarcar em uma ilha deserta, encontra abrigo ao lado de seus únicos habitantes: um homem chamado Cruso e seu escravo Sexta-feira. Depois de um ano, eles são resgatados por um navio que rumava para a Inglaterra, mas apenas Susan e Sexta-feira sobrevivem à viagem a Bristol. Determinada a contar sua história, ela busca um famoso escritor de seu tempo, na esperança de que ele escreva um livro sobre sua experiência na ilha. Mas com a morte de Cruso e a incapacidade de articulação de Sexta-feira, a tarefa se mostra mais difícil do que pensava.
(fonte: primeira orelha do livro)

continua…

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