2 de dezembro de 2016, 10:25 - Cristine
Parceria, Resenhas    sem comentários

A garota no gelo

A garota no gelo
Robert Bryndza

“Quando um jovem rapaz encontra o corpo de uma mulher debaixo de uma grossa placa de gelo em um parque ao sul de Londres, a detetive Erika Foster é chamada para liderar a investigação de assassinato.
A vítima, uma jovem e bela socialite, parecia ter a vida perfeita. Mas quando Erika começa a cavar mais fundo, vai ligando os pontos entre esse crime e a morte de três prostitutas, todas encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, em águas geladas nos arredores de Londres.”
(fonte: 4ª capa do livro)

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Engana-se quem achar que o livro é apenas mais um da séria série “A garota …” – complete como quiser: “… que você deixou para trás” (Jojo Moyes), “… no trem” (Paula Hawkins), “… que eu quero” (Markus Zusak), “… do calendário” (Audrey Carlan); só para ficar com os mais conhecidos. Aliás, o blurb na capa do livro dá uma ideia equivocada ao compará-lo a Garota exemplar (Gillian Flynn) e A garota no trem, uma vez que ambos são thrillers psicológicos (muito bons em seu gênero) mas não têm nada a ver com um legítimo romance policial. Ou seja, se alguém for lê-lo esperando algo semelhante a esses dois, talvez se decepcione ou, mais provável, se sinta enganado.

Se a intenção é encaixá-lo em uma categoria dentro do gênero policial, ou mais precisamente num modelo, pode-se afirmar que ele faz parte daquele grupo de histórias em que o protagonista – detetive, investigador, ou similar – é um profissional eficiente em seu campo de atuação, que se destaca entre os demais, mas cujo passado deixou-o com sequelas, sejam elas financeiras, físicas, emocionais (o termo inglês damaged encaixa-se perfeitamente nesse perfil).

Assim como Harry Hole – dos livros de Jo Nesbø – e Cormoran Strike – nos livros de Robert Galbraith (leia-se J.K. Rowling), Erika Foster passou por eventos traumáticos que a deixaram temporariamente afastada de sua função. De forma alguma é um demérito que o autor tenha optado por esse estratagema na construção da personagem. Afinal, se bem empregado, é bastante eficaz na conquista do leitor, pois a empatia com um personagem por assim dizer “imperfeito” é muito mais factível. Importar-se com alguém “gente como a gente” é sempre mais natural. E é inegável Bryndza contruiu Erika Foster de forma que A garota no gelo não fosse apenas mais um livro nessa categoria.

Erika é uma personagem feminina forte, incisiva em suas decisões, com seus defeitos e inseguranças. E o autor apresenta essas suas inúmeras facetas da melhor forma possível: mostrando, não descrevendo. Suas atitudes e suas conversas revelam detalhes importantes sobre sua personalidade e sua vida antes dessa investigação.

Robert Bryndza

Robert Bryndza (foto: http://www.lowestoftjournal.co.uk/)

A concisão e a fluidez do texto são qualidades que valem a pena ser notadas. Bryndza não perde tempo com longas descrições e explicações. Sua escrita é ágil.O prólogo agarra o leitor e, num átimo, o mergulha na história, assim como a vítima que está submersa no gelo, sem condições de sair, pois os capítulos curtos o instigam a continuar, compelindo-o a seguir o conhecido mantra: “só mais um capítulo, só mais um capítulo”. Mas mesmo assim, o ritmo da narrativa decai ligeiramente no segundo terço do livro, quando a investigação se torna um pouco repetitiva. Porém, a parte final vai num crescendo que, mesmo sendo possível ao leitor descobrir o criminoso, é praticamente impossível abandonar a leitura antes do desfecho.

O segundo livro da série, The Night Stalker, já é um best-seller lá fora. E o terceiro, Dark Water, está indo pelo mesmo caminho. E, cá entre nós, para um autor que até então só havia escrito chic-lits é um feito e tanto.

Vale um Macchiato
3 Stars

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1 de dezembro de 2016, 15:36 - Cristine
Dicas, Escrita    sem comentários

Como escrever um livro sem enlouquecer

»» versão do artigo “How to Write a Book Without Losing Your Mind: 10 Tips to Make It Easier”, escrito por Jenny Blake, publicado em 05/05/2016 no The Writing Life ««

10 dicas para facilitar

“Escrever um livro é difícil.”

Nos últimos três anos, trabalhando no Pivot – desde o book proposal que meu agente inicialmente rejeitou à sua ressubmissão um ano depois, ao contrato com a Penguin Random House em 2014, até chegar ao rascunho final mês passado – essa foi uma frase que não me permiti dizer.

Escrever um livro é um privilégio e reclamar, ao longo da escrita, do quanto é difícil não torna o processo mais fácil.
continua…

17 de novembro de 2016, 18:11 - Cristine
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Frank Einstein e o motor antimatéria

Frank Einstein e o motor antimatéria
Jon Scieszka

»» resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 10/11/2016 ««

O livro, primeiro de uma coleção, conta a história do menino Frank Einstein, um mini-gênio de 10 anos de idade, que usa a garagem do avô para colocar suas ideias e experiências em prática. Frank constroi e tenta dar vida ao Robôgente numa noite de tempestade. O experimento não dá certo, mas tem um efeito colateral inesperado – dois robôs, Klink e Klank – uma dupla bem no estilo Pinky e Cérebro, um muito inteligente e o outro meio tonto e estabanado. Frank e seu amigo Watson querem ganhar o Prêmio de Ciências de Midville. Os robôs os ajudam nessa empreitada e também ajudam a derrotar o arqui-inimigo de Frank, T. Edison, um colega de classe que quer roubar sua invenção.
continua…

11 de novembro de 2016, 18:13 - Cristine
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Força estranha, de Nelson Motta

Força estranha
Nelson Motta

»» resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 03/11/2016 ««

Em cenários e épocas diversos, uma série de personagens carismáticos e movidos a forças estranhas e emoções fortes, vivem histórias que o narrador viu, ouviu falar ou até viveu. Nâo são exatamente contos, pois a estrutura narrativa pende mais para o lado da crônica. São crônicas do cotidiano ambientadas em sua maior parte na orla carioca misturando realidade e ficção na medida certa.
continua…

7 de novembro de 2016, 18:08 - Cristine
Divulgação    sem comentários

[Divulgação] Papiro Box

(fonte: Press release do projeto no Catarse | fotos fornecidas pelo Luan Felipe, criador do projeto)

Caixa literária misteriosa. Levamos até você universos inteiros para serem mergulhados.

A Papiro é uma caixa literária, temática, misteriosa e por assinatura.

Livros carregam em si as possibilidades de explorar não só mundos diferentes, mas também de trazer para perto personagens e realidades tão críveis a ponto de causar excitação, momentos de reflexão, amor, saudade e tantos outros sentimentos. E esse é o objetivo da Papiro. Levar até você histórias com personagens cativantes e que ofereçam um universo inteiro para você mergulhar.
continua…

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