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10 de novembro de 2015, 09:04 - Cristine
Além do livro, Devaneios    sem comentários

Dia dos professores atrasado

Dias atrás, estávamos o Douglas e eu comentando sobre o texto que Ricardo Ramos Filho, postou em sua timeline do Facebook no dia dos professores. Enquanto a massa se desdobrava em elogios e agradecimentos a seus mestres, principalmente aqueles dos anos primevos de escola, ele afirmava que poucos professores haviam tido alguma influência marcante em seu aprendizado e que aprendera a maior parte das coisas diretamente dos livros.
continua…

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20 de novembro de 2014, 21:10 - Cristine
Devaneios    6 comentários

Kindle — There and back again

Neste post de 2013, discorro sobre minhas impressões iniciais sobre o Kindle. Certamente, uma das intenções do Douglas ao me surpreender com o presente, era me demover da minha predileção incondicional pelos livros em papel. Conseguiu me fazer apreciar um pouco mais o formato digital, mas minha predileção permanece. A leitura da notícia abaixo desencadeou uma série de pensamentos, um balanço da minha experiência com o e-reader. E despertou também uma pontinha de inveja por este novo modelo básico ter tela touch, a exemplo do Paperwhite.

novo kindle

Há, entre meus livros físicos e os digitais uma semelhança incômoda: a quantidade de livros não-lidos que só faz crescer. O dia precisaria ter 48 horas para que eu conseguisse dar conta de todos eles. Já há algum tempo, diminuí significativamente a compra de livros em papel – exceto nas visitas feitas à Bienal do Livro e à Feira do Livro da USP (lógico!). Em contrapartida, a quantidade enorme de promoções e descontos nos preços dos livros digitais me fez abarrotar o Kindle com muito mais livros do que sei ter disponibilidade para ler. É, ao mesmo tempo, benefício e desvantagem. A sensação de que não terei vida suficiente para ler todos os livros que quero apenas se intensifica cada vez mais.

Sobre a questão do preço dos livros, posso falar que comprei/compro apenas aqueles com descontos apetitosos. Ainda acho que a diferença de preço entre a versão física e digital de algumas obras não justifica a escolha pelo digital. Se for para pagar apenas de 5 a 8 reais a mais, sem sombra de dúvida opto pelo livro em papel. E, pensando com meus botões – e trocando ideias com o Douglas – parece-me que uma boa estratégia para conquistar meus correligionários adoradores de livros em papel seria disponibilizar uma cópia digital para quem adquirisse a versão física. Eu acharia ótimo ter ganhado uma versão digital do terceiro volume de As crônicas de gelo e fogo. Tenho-o lido apenas em casa, já que, convenhamos, andar por aí carregando um calhamaço de quase 900 páginas não é nada prático. Nesse quesito, o Kindle ganha disparado.

kindle pra presenteTambém gosto muito da possibilidade de receber uma amostra do livro antes de decidir pela compra. Quaaase se aproxima da sensação de dar uma espiada em um livro na livraria. Dá a oportunidade de identificar se vale a pena adquirir o livro. Mas peca pela ausência de estímulo aos nossos demais sentidos. Pesar o livro nas mãos, passar os dedos pelo relevo da capa, sentir a textura (e o cheiro) do papel, apreciar (ou não) a qualidade do projeto gráfico. Sim, isso faz falta no Kindle.

Sobre o ato da leitura em si, há prós e contras no e-reader. Ter um dicionário sempre a mão, à distância de um clique (ou dois) é muito, muito prático. Principalmente ao ler obras em idiomas estrangeiros. Ponto a favor. Outro ponto positivo são as marcações. Uso demais esse recurso do Kindle. Enquanto que no livro físico, mesmo tendo as etiquetas adesivas à mão, várias vezes deixo de marcar trechos de livro que me chamaram a atenção; no Kindle, faço isso o tempo todo. Na hora de escrever as resenhas, citando trechos da obra, é uma mão na roda. Por outro lado, tenho imensa preguiça de fazer anotações, pois utilizar o teclado do Kindle 4 requer uma dose de paciência que muitas vezes não tenho. É muito mais fácil e rápido sacar o celular e fazer a anotação no Evernote (estou devendo um post sobre o uso do Evernote por escritores).

Apesar de tudo, de todas as vantagens do aparelhinho, depois de pouco mais de um ano de uso, mantenho-me firme em minha posição de preferência por livros físicos. Se eu puder escolher entre um e outro, indubitavelmente o escolhido NÃO será o livro digital. Admito, eu sou uma acumuladora de livros em papel. Dizem por aí que o primeiro passo para se solucionar uma compulsão é admiti-la. Pronto! Já o fiz. Mas não procuro – nem quero – a cura. Olhar para meus livros na estante dá uma sensação de perenidade reconfortante. Calorzinho no peito define.

minha estante

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15 de outubro de 2013, 08:00 - Douglas
Devaneios, Opinião    6 comentários

Editor vs Escritor

Aos meus doze, treze anos, quando comecei a considerar cada vez mais séria a hipótese de publicar um livro, procurei saber exatamente qual era o papel da editora na vida do escritor. O problema foi que naquele tempo (me sinto mesmo um vovô dizendo isso) não havia internet e sobre esse mercado permeava uma bruma de mistério. Mesmo hoje em dia, ainda parece algo meio desfocado para se ter uma definição concreta.

Como a maioria das pessoas tem – e vergonhosamente a maioria dos escritores ainda pensa assim – eu também tinha aquela ideia romântica de que, após escrito seu livro, você pegaria seus originais, levaria até uma grande editora, será recebido na sala do editor, com sua enorme cadeira de espaldar de couro e, depois de tomarem um café e rirem de piadas de cunho literário, ele daria uma folheada no seu material e, de olhos apaixonados, diria que esse será seu maior best seller e lhe fará um cheque de cem mil reais…
continua…

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10 de outubro de 2013, 08:00 - Douglas
Devaneios, Opinião    2 comentários

Velho não! Clássico.

Sei que não vou viver até ler todos os livros. É uma das minhas neuroses. Tanto conhecimento a adquirir e tão pouco tempo… É uma lástima! Por isso, como já disse dezenas de vezes, prefiro me ater aos clássicos. Não apenas porque são garantia de satisfação – embora vez ou outra se tope com um Moby Dick da vida… -, mas também porque neles está contido o supra sumo do conhecimento literário.

Eis que, num certo workshop de literatura, de um autor auto-proclamado estruturador de romances, coaching literário, leitor crítico e um punhado de etcéteras, levanto minha mão inquieta e faço um comentário sobre uma passagem de Dom Casmurro que tinha a ver com o contexto do que o brilhantíssimo palestrante comentava. Então, aquele senhor vira-se para mim e diz: “Não leio este tipo de literatura. Prefiro os autores contemporâneos.” continua…

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3 de março de 2013, 08:54 - Cristine
Devaneios, Opinião    2 comentários

Uma questão sobre parcerias

livros antigos - uma questão sobre parceriasÉ sabido que alguns blogs literários começam apenas e tão somente com o intuito – ou ilusão – de fazer parcerias com editoras e ganhar muitos e muitos livros para ler e resenhar. É sabido também que blogs iniciados com essa intenção cedo ou tarde – mais cedo do que tarde – são descontinuados e caem no esquecimento. Pode parecer óbvio, mas quem se dispõe a iniciar e manter um blog literário precisa ter, no mínimo, duas características: amor pela leitura e vontade de conversar sobre livros. O restante vem como consequência. Se o blogueiro se dedicar a fazer o que gosta – ler e falar sobre livros – mesmo que não haja retorno financeiro ele estará satisfeito por fazer o que gosta. Seria hipócrita de minha parte falar que ao iniciarmos o blog não pensamos num possível retorno. Mas isso não foi nossa principal motivação. Ler, escrever sobre livros e, se possível, ser lidos já é uma conquista. Literalmente, o que vier além disso é lucro. Parcerias com editoras, inclusive.
continua…

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