A sangue frio

12 de agosto de 2006
in Category: Drops, Resenhas
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A sangue frio

A sangue frio

A sangue frio
Truman Capote
&
Capote
roteiro: Dan Futterman
direção: Bennett Miller

O filme eu ainda não assisti, pretendo alugar no próximo final de semana. O livro eu já li e adorei. Apesar do assunto abordado, eu adorei. Apesar da crueza do texto, e talvez justamente por isso, eu adorei.

a sangue frio

O brutal assassinato de toda uma família em uma cidade interiorana do Kansas desperta a curiosidade do repórter Capote que, ao relatar a estória dos 4 membros da família Clutter e dos 2 assassinos (Smith e Hickcock), diz ter inventado um novo gênero literário: o romance não-ficção.

Megalomania e egocentrismo à parte, o livro é realmente genial ao transpor de maneira magnífica a fronteira entre o real e o ficcional.

A frieza do relato dos assassinatos, a riqueza de detalhes que nos faz reconstruir mentalmente toda a cena, deixa um gosto amargo, uma sensação de estranhamento, um mal-estar que se estende por todo o livro, e que não termina ao virarmos a última página.

É excepcional a capacidade de análise de Capote ao descrever cada um dos “personagens” dessa estória sem final feliz. Normalmente, um livro de “não-ficção” é lido aos poucos, sem pressa. Pelo menos comigo funciona assim. Esse foi diferente, totalmente diferente. Não conseguia parar de ler, a prosa é tão envolvente que eu lia e ia pensando “só mais uma página”, e depois “só mais uma”, e “mais uma”, e “mais outra”. E apesar de eu estar adorando a leitura, ficava um remorso pairando, por eu estar me deleitando com o relato verídico de um acontecimento capaz de deixar aquela cidadezinha inteira com medo.

O filme trata do período que Capote passou (6 anos) fazendo toda a pesquisa, entrevistas, etc., para escrever essa que seria a sua obra-prima (ainda que Bonequinha de Luxo seja também extraordinária). Mostra seu contato com os moradores de Holcomb, os policiais, detetives envolvidos e finalmente com os assassinos. Seu envolvimento com eles, especialmente com Perry Smith, o leva a fazer constantes visitas à penitenciária para entrevistá-los.

O pouco que vi do filme, em trailers e alguns spots, e da atuação de Philip Seymour Hoffman justificam o Oscar recebido por ele como melhor ator.

Mais comentários sobre o filme, leia aqui.

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