O iluminado

Published on: 7 de janeiro de 2018

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O iluminado
Stephen King

“O lugar perfeito para recomeçar, é o que pensa Jack Torrance ao ser contratado como zelador para o inverno. Hora de deixar para trás o alcoolismo, os acessos de fúria e os repetidos fracassos. Isolado pela neve com a esposa e o filho, tudo o que Jack deseja é um pouco de paz para se dedicar à escrita.
Mas, conforme o inverno se aprofunda, o local paradisíaco começa a parecer cada vez mais remoto… e sinistro. Forças malignas habitam o Overlook, e tentam se apoderar de Danny Torrance, um garotinho com grandes poderes sobrenaturais.”
(fonte: companhiadasletras.com.br)

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Sendo fã de Kubrick e, principalmente, do filme The shinning, difícil não ter curiosidade sobre a obra. Ainda mais considerando que Stephen King afirma não ter gostado da adaptação. O que teria assim de tão ruim na versão cinematográfica? Há algumas diferenças, lógico. Afinal, transpor a narrativa de uma mídia para outra sempre incorre em mudanças, em perdas ou em ganhos. O livro é narrado em terceira pessoa sob o ponto de vista de Jack, Wendy, Danny e de Halloran (o cozinheiro do Overlook). E, além dos eventos, o leitor tem acesso aos pensamentos dos personagens, algo difícil de passar para a tela sem a chatice de uma narração em off. Isso deixa o livro muito mais intenso e imersivo que o filme, o que é natural.

Apesar de o desfecho não ser o mesmo no filme e no livro, a diferença mais gritante é que no livro o hotel é um personagem, uma entidade que assombra, persegue e atormenta a família Torrance. Kubrick idealizou e construiu um cenário perfeito, amplo mas, ao mesmo tempo, clautrofóbico e opressivo. Mas King faz o Overlook criar vida, seja animando os animais de topiaria, seja dando corpo aos “espíritos” do hotel. Dá para sentir a carga emocional do Overlook. À medida que o clímax da história se aproxima, o leitor se sente mais e mais oprimido pelas “ações” do hotel, que vão se tornando cada vez mais macabras.

Shining

No filme, Jack parece estar acometido da “síndrome do isolamento” (cabin fever, em inglês), enlouquecendo aos poucos devido ao confinamento no hotel. Enquanto que no livro, ele vai sendo possuído lentamente pelo hotel. Tanto que em certo ponto, Danny vira e lhe diz que ele não é seu pai, que ele é o hotel. Além disso, seu passado de alcoolismo é pouco explorado no filme, mas é parte essencial do personagem no livro. E o passado do hotel, todas as tragédias que ocorreram – não apenas o zelador anterior que matou a família – contribuem para a tensão crescente.

Nessa edição capa dura, há além da versão “oficial” do livro, um prólogo e um epílogo que foram removidos do manuscrito original desde a primeira edição. O prólogo chegou a ser publicado em 1982, em uma revista, como parte de uma ação promocional para o lançamento da série de tv baseada no livro. Achava-se que o epílogo estivesse perdido, até ser reencontrado junto a um dos primeiros rascunhos da obra. Valem mais como adicionais, já que pouco acrescentam à narrativa.

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