Os 5 C’s para escrever um bom thriller – Confrontation

17 de Maio de 2014
in Category: Dicas, Escrita
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Os 5 C’s para escrever um bom thriller – Confrontation

»» versão do artigo “The 5 C’s of Writing a Great Thriller Novel”, escrito por James Scott Bell, publicado em 06/05/2014 no Writer’s Digest ««

Segunda parte do post publicado em 15/05/2014.

para escrever um bom thriller

2. Confronto

Chamo a ação central duma novela de ‘confronto’. É quando o herói e o antagonista se enfrentam de forma grandiosa como um thriller exige.

Quando se trata do antagonista, escritores facilmente caem no erro de fazê-lo o oposto de tudo de bom que o protagonista tem. Criam um vilão totalmente ruim. Pior, fazem-no totalmente ruim porque ele é louco.

Confrontos bem mais interessantes aparecem quando a motivação do vilão é conhecida.

Você quer dizer, motivação para fazer coisas diabólicas?

Sim, é exatamente o que eu quero dizer – na própria mente do vilão. Quão mais arrepiante é o vilão que tem argumentos fortes para sua ações, ou que desperta um pouco de simpatia? As emoções conflitantes que serão criadas nos seus leitores irão enriquecer seu thriller de um jeito que nenhuma outra técnica seria capaz. O truque é não exagerar – se você ‘forçar a barra’ com seu vilão, os leitores se sentirão manipulados.

Comece dando a seu antagonista um passado tão rico quanto o de seu protagonista. Que esperanças e sonhos ele tinha? Como eles foram frustrados? Que revés da vida o fez sofrer? Quem o traiu? Como isso o afetou durante sua vida?

Escreva uma argumentação convincente para ele. Se ele estivesse numa corte, argumentando para um júri sobre as coisas que ele fez na história, o que ele diria? Deixe isso tão persuasivo quanto possível:

hannibal lecter“Senhoras e senhores do júri, meu nome é Hannibal Lecter. Vocês ouviram do promotor várias histórias sinistras a meu respeito. Agora, irão ouvir meu lado da história. Irão ouvir a respeito de um mundo que se torna melhor quando certas pessoas não estão nele. Irão ouvir a respeito do tratamento que tive de suportar num lugar horrível chamado Hospital Estadual de Baltimore para Criminosos Insanos…”

Pode parecer um pouco perturbador tentar entender alguém que você odiaria na vida real. Ok. Você é um escritor. Você vai onde anjos temem pisar.

Agora pegue todo esse material e use-o para fortalecer a posição do antagonista na história. O único resultado possível é um confronto mais intenso.

Aguardem a próxima parte!

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