Como não destruir sua criatividade

Published on: 8 de março de 2016

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Lições de Steve Jobs

»» versão do artigo “How to Not Destroy Your Creativity! Lessons from Steve Jobs”, escrito por Bryan Hutchinson, publicado em 28/02/2016 no Medium ««

Alguém já disse que você NÃO pode fazer alguma coisa?

Sou escritor. Mas, de acordo com alguns experts, não deveria ser. Durante anos, ouvi de professores, editores e vários outros experts que eu não sou escritor.

Um editor em particular me disse que meu primeiro livro deveria ser jogado fora. Tornou-se um bestseller. Foi muito bem nas vendas. E também foi elogiado por mestres no assunto. Mas isso não é estranho? Talvez não seja tão estranho assim.

Então, alguém já disse que você não pode fazer alguma coisa?

Esculpir? Escrever? Desenhar? Criar qualquer tipo de arte…

Auguste Rodin - O pensador

Auguste Rodin – O pensador

Talvez você seja um pintor e alguém fale que você não pode ganhar dinheiro com isso ou que seu trabalho não presta! Se isso acontecer, pasme, há um motivo para que experts às vezes estejam enganados.

Cinco livros publicados, meia dúzia de e-books, centenas de posts em blogs, artigos em jornais e revistas, e agora um novo blog. Agora vamos falar sobre como fiz tudo isso a despeito do que os experts me falaram.

Experts são importantes, mas não estão sempre certos.

Experts tendem a viver e morrer seguindo fórmulas e olhando para coisas que funcionavam no passado. A visão deles geralmente implica em “fazer você caber” em um modelo e, se você não couber, está fora.

O problema que tive com os experts não foi apenas com relação às suas fórmulas – já que eles fazem uso delas por bons motivos – mas por eles decidirem que você não tem espaço e deve desistir. Isso é errado e me lembra de algo que Steve Jobs disse:

“Seu tempo é limitado, então não o desperdice vivendo a vida de outra pessoa. Não fique preso pelo dogma – que é viver pelos resultados do que outras pessoas pensam. Não deixe o ruído da opinião dos outros afogar a sua voz interior. E o mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário.”

O maior obstáculo para pessoas criativas é a dúvida. Duvidamos se os outros irão gostar do que criamos, irão aceitar, ou, que deus me perdoe, até mesmo elogiar.

Queremos que os outros leiam, vejam e/ou usem nossas criações, não é?

Mas isso não quer dizer que todos irão fazê-lo.

O desafio que temos é fazer tudo apesar de nossas dúvidas, e apesar do que os chamados experts te disserem, especialmente se forem más notícias.

Isso não quer dizer que não podemos aprimorar nossas habilidades e fazer coisas melhores ao aceitar conselhos. Mas algumas vezes, quando alguém nos diz que não podemos fazer algo ligado à nossa paixão, temos de nos encher de coragem e fazer mesmo assim.

Falhar ou ter sucesso não importa tanto quanto estar fazendo o que você ama, o que você compelido a fazer. Nem sempre tem a ver com o retorno financeiro, apesar de ser ótimo quando você consegue.

E, quem sabe, talvez você crie algo que tenha repercussão junto às pessoas simplesmente por nunca terem visto nada igual antes, ou terem lido ou ouvido algo assim.

Meu livro, Writer’s Doubt (N.T.: “Dúvida do escritor”), que em parte é um livro de memórias sobre mim e meu trabalho, teve repercusssão pois muitas pessoas se identificaram com minha história e, de certa forma, por terem estado também onde eu estive. Em última análise, o livro é sobre vencer as probabilidades e, se conseguir isso, encontrar meu caminho, lidar com minha dúvidas e meus retrocessos, para me tornar um escritor e publicar meu trabalho. Então acredito que você também consegue. Em tudo que você fizer.

Eu acredito nisso com todo meu criativo coração, com dúvidas e tudo!
É por isso que eu publiquei mesmo assim.

Eu realmente deixar passar um fator importante quanto ao livro, relacionando tão fortemente a um problema específico. E desde que eu o publiquei, percebi que muito mais pessoas se identificam com minha história do que eu achei que aconteceria.

Steve-Jobs

Imagine seus observadores, leitore ou, ouvintes como clientes e leia esta pérola de Steve Jobs:

“Você não pode simplesmente perguntar aos clientes o que querem e então tentar dar isso a eles. Quando estiver pronto, vão querer outra coisa.”

E dentro dessa citação está o maior problema dos experts e o motivo de a Amazon ter se tornado tão grande quando havia tantas opções diante deles, pois experts têm dificuldade em perceber o futuro. Jeffrey Bezos, fundador da Amazon, entendeu o futuro e ele continua mudando o mercado porque ainda existem “experts” que acreditam que o que ele faz não pode ser feito.

Você e eu não precisamos gostar de Bezos. E ainda assim, podemos concordar que há algo de notável em ser bem-sucedido quando dizem que você não pode ou não será.

Você é o futuro!

Honestamente, pense a respeito, não é mais surpresa que alguém crie o próximo sucesso, e que expert depois de expert disse “Não!” antes disso. Steve Jobs foi rejeitado pela Atari e pela HP. Afirmar que os experts entenderam mal Steve é um enorme eufemismo.

Você só precisa pegar uma cópia de Harry Potter para ter em mãos uma história de sucesso que foi recusada muitas vezes. Quero dizer, de verdade, que expert recusaria Harry Potter? Aconteceu.

Experts certamente são valiosos, precisamos deles. E quando eles dizem não, ou dizem que você não pode fazer algo, devemos usar sua recusa para nos aprimorar.

Mas o que quer que você faça:

Não. Deixe. Que. Parem. Você.

Não desista! Nâo permita que ninguém destrua sua criatividade!

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2 Responses to Como não destruir sua criatividade

  1. eduardo disse:

    Que texto bem elaborado! Gostei muito mesmo… Despertou o meu lado criativo, que estava adormecido há algum tempo. Obrigado por isso, “Cafeína Literária”!

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