15 de fevereiro de 2014, 12:47 - Cristine
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Trinca de leitura

Esta Tag foi criada pela equipe do blog “O Espanador“. São três perguntas que devem ser respondidas com uma trinca de escritores. E como é sempre interessante conhecer e compartilhar os hábitos e gostos literários, vamos a ela.

  1. Quais autores/obras se envergonha de ainda não ter lido?

    Ou ainda não leu direito?

    Esta é fácil. Há uma lista bem grande, infelizmente. Respondo com os três primeiros que me vieram à mente.

    • (foto by Carl Van Vechten)

      (foto: Carl Van Vechten)

      William Faulkner

      Não tenho nem a desculpa de dizer que não possuo nenhum livro dele, pois comprei O som e a fúria numa dessas promoções malucas do Submarino. Pode-se dizer que essa falha se deve a um misto de desleixo da minha parte com uma fila de leitura de tamanho infinito, problema clássico de leitor – a cada livro lido, mais dez são acrescentados.
      Como lidar?

    • Julio Cortázar

      179px-Cortázar[1]Apesar de leitora ávida, literatura latino-americana nunca me foi muito atraente. Apesar de Crônica de uma morte anunciada, de Gabriel García Márquez, ser um dos meus livros prediletos, apesar de já ter lido Vargas Llosa e Isabel Allende, nunca procurei ativamente autores latino-americanos – até começar a participar do clube de leitura do blog “O Espanador”, Leituras Compartilhadas. Aliás, O jogo da amarelinha já está agendado. Agora vai!

    • UntitledJames Joyce

      Não posso dizer que nunca tenha lido Joyce. Só ainda não li “direito”. Já li alguns contos de Dublinenses e cheguei até o terceiro capítulo de Ulysses – duas vezes. Tenho esperança de que, depois de completar o curso “ulysses para leitores“, este ano conseguirei me livrar dessa culpa que me persegue.

  2. Quais autores/obras “destoam” sua biblioteca de leituras?

    Apesar de o sentido original da pergunta referir-se àqueles livros que temos vergonha de ter lido ou de gostar, os famosos “guilty pleasures”, optei por responder literalmente. São livros que não se encaixam pelo simples motivo de eu não ter (e talvez nem pretender ter) outros similares. Talvez o primeiro da lista se encaixe nas duas definições.

    • Arthur Hailey

      hailey-1[1]Ao invés dele, eu poderia ter listado Dan Brown, como o Kalebe e o Menezes fizeram. Mas tenho na minha biblioteca apenas O código Da Vinci – na edição ilustrada. Inferno li emprestado e Anjos e demônios larguei logo no início.
      Hailey pode ser considerado, em termos de popularidade, um Dan Brown dos anos 70. Eram uma febre esses thrillers de ação com pitadas de erotismo. Aeroporto, seu livro mais famoso, foi adaptado para o cinema. Herdei alguns livros do meu pai e lembro-me de tê-los relido algumas vezes.

    • UntitledClarice, (Benjamin Moser)

      Definitivamente não é um guilty pleasure. Está na lista por ser a única biografia da minha estante. Eu não curto biografias. Sim, me julguem. Mas Moser conseguiu que eu gostasse desta. Clarice Lispector não se resume aos pensamentos aleatórios postados no Facebook – a maioria nem são de sua autoria. Moser me ganhou ao alinhavar com precisão e lirismo a vida de Clarice à sua produção literária.

    • Casa Grande e Senzala (Gilberto Freyre)

      UntitledSinceramente, não sei dizer o que me fez comprá-lo. Li apenas uma vez, com muito custo. É um daqueles livros que a gente sente dó em se desfazer. Mas sociologia realmente não faz parte dos meus interesses literários.

  3. Quais autores/obras dá um trabalho hercúleo não gostar?

    Estes são aqueles que sempre haverá alguém querendo discutir e te convencer que você tem de gostar ou por ser “clássico” ou por ser bestseller. E sempre vem a pergunta: “Como você pode não gostar?!”

    • UntitledJorge Amado

      Tentei, sério. Fui obrigada a ler Capitães da areia no colégio. Reli-o mais tarde, depois dos 20, e continuei não gostando. Li Mar morto e Gabriela, cravo e canela e nenhum deles me conquistou. A mistura de prosa panfletária, de cunho social, com tramas de apelo sexual não me agradou. Ok, é um grande escritor. Ok, já foi traduzido em trocentos idiomas. Mas eu não gosto.

    • A montanha mágica (Thomas Mann)

      UntitledApenas uma palavra me vem à mente quando penso nesse livro: TÉDIO.
      Eu sei, entendo que a intenção do autor era refletir a monotonia da rotina do protagonista. Mas eu não consigo apreciar a leitura. Apesar de já ter lido vários textos afirmando que é um excelente estudo de personagens e tal, não tenho a menor vontade de tentar de novo. Persisti e insisti até por volta da página 200, depois fui procurar algo mais interessante pra fazer.

    • UntitledPaulo Leminski

      Há leitores e fãs gritando neste exato momento. Desculpem-me, mas eu não consigo gostar. Não gosto muito desse viés de poesia concreta que há na obra dele. Acho interessante como conceito, mas não me agrada. Podem me chamar de antiquada, mas gosto de poesia que faça sentido logo na primeira leitura, sem ter de parar e interpretar cada verso.

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