2 de janeiro de 2010, 11:04 - Cristine
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Blink

Blink – A decisão num piscar de olhos
Malcolm Gladwell

Havia visto o livro nas minhas andanças pela Cultura, mas não tinha me animado a comprar pois o subtítulo parecia ser de um guia de autoajuda. Apenas tempos depois, retornei para efetuar a compra, depois de ele ter sido incluído numa lista de sugestões para jogadores de poker. Afinal, na mesa de poker, estamos todo o tempo exercitando o que o autor chama de “inconsciente adaptável”.

Recomendei o livro a um amigo semanas atrás e, aproveitando o ensejo, resolvi postar minhas opiniões já que não o fiz quando o li há cerca de 2 anos.
continua…

22 de dezembro de 2009, 05:53 - Douglas
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Moby Dick, A Baleia Chata

Finalmente! Terminei de ler Moby Dick. Já estava cansado de ver as pessoas olhando para o livro e se espantarem: “Nossa! Você ainda está lendo este livro?”

Sim. O livro foi absurdamente longo. Não necessariamente pela quantidade de páginas (por volta de seiscentas), mas sim por que, salvo as leituras obrigatórias das professoras de português da escola, nunca havia tido em mãos um texto tão moroso, tão cansativo e, por vezes, tão irritante.
continua…

13 de dezembro de 2009, 21:43 - Cristine
Drops    sem comentários

Lolita

Lolita, de Vladimir Nabokov
Lolita, direção de Stanley Kubrick
Lolita, direção de Adrian Lyne

Um livro, dois filmes.A estória já é conhecida de todos: um homem de meia-idade (prof. Humbert Humbert) apaixonado por uma adolescente (Lolita), filha da proprietária da casa onde ele se hospeda (mrs. Charlotte Haze). Banal e aparentemente imoral, o tema é abordado com genialidade por Nabokov, dando ao leitor um dos romances mais célebres. O obra ficou tão incorporada ao imaginário coletivo, que o nome da personagem tornou-se um substantivo usado sem cerimônia para designar ninfetas adolescentes. Invadiu o cenário pop-rock através de uma música do The Police (Don’t stand so close to me) que, confesso, foi o que originalmente me levou a ler o livro.
continua…

2 de dezembro de 2009, 08:50 - Cristine
Drops    sem comentários

Every hand revealed

Every hand revealed
Gus Hansen

Demorou, mas terminei de ler. Apesar de não ser um livro sobre teoria do poker, merece ser lido sem pressa. O livro é um registro de todas as mãos jogadas por Hansen durante o main event do Aussie Millions (em 2007), torneio em que ele “cravou” o primeiro lugar, embolsando nada menos que 1.200.000 dólares.

É muito interessante perceber que “The madman” não é simplesmente um jogador loose agressive. Que ele sabe tuuudo sobre a matemática do jogo e se aproveita como ninguém da sua imagem de maníaco na mesa.

Ele analisa mão a mão, descrevendo seu raciocínio, exemplificando cada uma das opções que teve em momentos cruciais do torneio, inclusive as mãos que ele largou.

É o melhor livro de poker que li até agora. Vale cada centavo investido.

every hand revealed

20 de outubro de 2009, 05:54 - Douglas
Crônicas    sem comentários

Não Durma no Ponto!

Quando criança e dormia muito e tranquilamente, ao ouvir falar de quem sofria de insônia, achava que talvez fosse isto mais útil e divertido do que necessariamente um problema. Afinal de contas, seria um tempo extra que poderia ser aproveitado para qualquer outra coisa.

Hoje, entretanto – sobretudo após a segunda noite acordando as 3 da matina – a coisa não parece mais tão divertida assim.

Minha filha hoje colaborou com sua perene vivacidade. Tenho de reconhecer que ambos meus filhos tem uma determinação incrível quando querem alguma coisa. A guriazinha (quase sete meses) simplesmente não parou de reclamar enquanto não lhe fora dada a atenção que requerida. E o pai, dentro de suas obrigações, tem de considerar que dormir é algo irrelevante em relação aos desejos e necessidades da pequena princesa.

Então levantei, com meu habitual mau-humor multiplicado pelo algoz do sono. E ao pegá-la a danadinha abre o mais magnífico e fulgurante sorriso banguela que se pode ter nessa vida. É de trincar os ovos.

Ter filhos é realmente viver sentimentos totalmente paradoxais. Aflição, agonia, raiva, paixão, amor, carinho, saudade, dor, alegria… Uma mistureba infindável de sensações que abrangem esta pequena palavra de três letras (pai ou mãe), uns de forma tão intensa e constante, outros em rápidos altos e baixos.

E, falando em sentimentos contraditórios, lembrei-me do casal Nardoni, acusados de matar e atirar a própria filha/enteada pela janela do sexto andar. Notei que durante todo processo acusatório e de perícia sobre o caso, a imprensa atuou de forma implacável, não deixando que o telespectador tivesse outro ponto de vista que não a culpa do casal.

Obviamente que – principalmente sendo um pai recente como o era – minha exasperação com o caso causava tanta indignação quanto a todos. Não obstante, sempre houve uma pulguinha atrás da minha orelha sobre os motivos pelos quais a imprensa (cuja atuação deve ser, em minha opinião, sempre imparcial) era tão acusativa e especulativa sobre o caso. Nunca cheguei a sentir-me confortável com isto. Afinal, não seria a primeira vez em que informações tenham sido distorcidas para que a verdade fosse mascarada ou invertida pelos meios de comunicação. Tão pouco seria improvável que evidências e cenas de crimes tenham sido maculadas para acusar alguém. (Lembram da família de caseiros que foi chacinada na frente dos filhos por policiais civis? Acusados de traficantes de drogas que nunca foram encontradas?)

Não me entendam mal. Não estou absolvendo ninguém, mas também não estou condenando. Meu ponto é: Por que tanta incitação por parte da imprensa em acusar o casal Nardone com provas relativamente dúbias, enquanto outros crimes criminalmente comprovados tais quais do nosso amiguinho para sempre, Sarney, parece apenas peripécias cômicas de um velho senil? (Desculpem-me se os crimes parecem desconexos, mas o suposto assassinato da menina é para mim tão equivalente a esse estupro ao bom senso da população. )

Em fim, talvez eu seja ingênuo em acreditar que o pai desta menina fomentava por ela os mesmo sentimentos supracitados, como sempre fora dito em entrevistas pela própria mãe da vitima e ele realmente seja uma besta monstruosa, ajudado pela bruxa maligna das trevas que é a madrasta.

Talvez um momento de raiva tenha sobrepujado todo amor e ele tenha cometido um ato de um pai fora de si. Talvez ele seja um psicopata como a moça da novela. Sei lá. Julgar é fácil. Difícil é ser julgado. Inda mais por uma população inteira, embasada em todos os “fatos” apresentados por uma imprensa que assina dizendo “la garantia soy yo”.

À propósito… Sobre o caso Nardone, tem-se ouvido falar na TV – de forma bem sutil, assim como quem não quer nada – que “talvez”, “quem sabe” a polícia passou a considerar a hipótese de acidente e não assassinado… hum… estranho, não? Já não estava tudo tão certo e evidenciado?
Bem, quanto aos meus filhos, fico satisfeito em saber que terei minha vingança quando eles tiverem seus próprios filhos. Tão saudáveis e arteiros quantos eles. E eu serei aquele avô sempre presente, que vai ensinar todo tipo de traquinagem e safadeza a ser aprontada! Mmmhuá, huá, huá, huá, huá! (risada macabra)

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