19 de outubro de 2010, 22:30 - Cristine
Devaneios    2 comentários

Sucesso

Estava folheando uma revista há algumas semanas e, numa coluna sobre trabalho e carreira, havia um questionamento de um leitor que para alguns pode parecer tolo. Mas interessou-me bastante por ter gerado identificação imediata com meu modo de pensar. O leitor em questão afirmava que ao contrário de seus colegas de trabalho, não pretendia ser um exemplo de sucesso na vida profissional. Que ter o melhor emprego ou galgar cargos na hierarquia não era necessário à sua felicidade. E ele questionava se há algo de errado em ser assim, se ele poderia ser considerado pior que seus colegas por causa disso.
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5 de outubro de 2010, 21:21 - Cristine
Opinião    sem comentários

Internet x produtividade

Sob a desculpa de que a internet diminui a produtividade, nos últimos anos, algumas empresas (onde eu trabalho inclusive) tem tornado usual o bloqueio do acesso à web, em diversos níveis. Desde o bloqueio de redes e ferramentas sociais (Facebook, mySpace, Twitter, MSN, GTalk, etc.), sites de video e similares, passando por blogs e sites pessoais, sites de conteúdo, até emails pessoais e internet banking e, por fim, o bloqueio total (Google inclusive).
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27 de setembro de 2010, 02:45 - Cristine
Resenhas    sem comentários

O senhor das moscas

O senhor das moscas
William Golding

Livro de estréia do autor, publicado na década de 50 e ganhador do Nobel de Literatura em 1983. Não sabia nada disso até lê-lo. Já havia ouvido falar nele – junto a “O apanhador no campo de centeio” (J.D.Salinger) é presença obrigatória nas listas de leitura das escolas norte-mericanas. Mas o que me levou à livraria para adquiri-lo foi a citação do livro numa das muitas análises de Lost num dos inúmeros sites dedicados à série. A semelhança do cenário, do nome de alguns personagens e de algumas situações-chave dão a certeza que algum roteirista de Lost é fã do livro.
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22 de setembro de 2010, 17:32 - Cristine
Drops    sem comentários

The duel

Os duelistas
Joseph Conrad

the duelDiferente do que gostaria de ter feito, assisti ao filme (leia o post) antes de ler o livro. Felizmente, neste caso, o filme não interferiu na experiência da leitura. Muito ao contrário, foi complementar. A caracterização dos personagens no filme foi totalmente fiel ao livro, não dificultando imaginar o ator como a representação cabal do personagem descrito por Conrad. Não só a caracterização, mas o roteiro do filme também manteve-se bastante fiel ao livro. Com exceção de uma ou outra “licença poética” tomada no roteiro – a amante de D’Hubert não existe no livro e o final é ligeiramente diferente – lê-se o livro visualizando as cenas do filme, sem tirar nem pôr.

Mérito de Ridley Scott e do roteirista conseguir traduzir para a película o dilema moral, a angústia e a obsessão dos personagens exatamente como o leitor imagina ser ao ler o livro. A defesa da honra, a atitude obsessiva e o absurdo que advém da situação criada em torno dos duelos são o fio condutor tanto do livro quanto do filme. Diferente da maioria das adaptações de livros para cinema, praticamente nada se perdeu da estória, nenhum detalhe importante. E o melhor, a essência da narrativa está presente no filme.

Não é meu livro predileto de Conrad, eu ainda prefiro Coração das trevas mas ainda assim é muito bom. Vale a leitura.

 

14 de setembro de 2010, 01:10 - Cristine
Devaneios    sem comentários

Dr. Walker

Andar de moto deixa a gente naturalmente impaciente. Por um simples motivo: andar de moto (principalmente em São Paulo) significa não pegar trânsito. Ou melhor, pegar trânsito, mas não ficar preso nele. Ver os carros totalmente parados, ou no máximo a 20 ou 30km/h e passar por eles no limite máximo permitido na via, seja ele 70, 80 ou 90km/h. E pior, deixa a gente mal acostumado. Atualmente, ao andar de carro, a menos que o trânsito esteja bom, livre e desimpedido, passo a maior parte do percurso pensando no tempo perdido ali naquele trânsito parado, enquanto que de moto, possivelmente eu já teria chegado ao destino.
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