26 de fevereiro de 2011, 21:12 - Cristine
Além do livro, Top 10    sem comentários

Das páginas para a película

Aproveitando a onda do Oscar e de vários sites e blogs publicando listas e mais listas sobre filmes analisados sob vários aspectos, aqui vai a minha contribuição. Juntando dois dos meus maiores interesses – literatura e cinema – segue lista de posts publicados neste blog, sobre filmes baseados em livros. Não necessariamente li o livro e assisti ao filme. Mas, na grande maioria das vezes, minha opinião sobre o filme é a de um leitor inveterado. Raramente, a versão cinematográfica consegue se equiparar à versão literária. Porém, são mídias diferentes e devem ser encaradas de modo diverso.

(a ordem é a de publicação, não de preferência)

eragon-livro eragon-filme Livro:
Eragon, de Christopher Paolini

Filme:
Eragon, roteiro de Peter Buchman, direção de Stefen Fangmeier

post: Eragon


o diabo veste prada - livro o diabo veste prada - filme Livro:
The devil wears Prada (O diabo veste Prada), de Lauren Weisberger

Filme:
The devil wears Prada (O diabo veste Prada), roteiro de Aline Brosh McKenna, direção de David Frankel

post: Iniciando a semana do Oscar: “O diabo veste Prada”


into the wild - livro into the wild - filme Livro:
Into the wild (Na natureza selvagem), de Jon Krakauer

Filme:
Into the wild (Na natureza selvagem), roteiro e direção de Sean Penn

post: Into the wild


scaphandre - livro scaphandre - filme Livro:
Le scaphandre et le papillon (O escafandro e a borboleta), de Jean-Dominic Bauby

Filme:
Le scaphandre et le papillon (O escafandro e a borboleta), roteiro de Ronald Harwood, direção de Julian Schnabel

post: Le scaphandre et le papillon


lolita - livro lolita - filme Livro:
Lolita, de Vladimir Nabokov

Filme:
Lolita, roteiro de Vladimir Nabokov, direção de Stanley Kubrick

posts: Lolita (filme) e Lolita (livro)


o leitor - livro o leitor - filme Livro:
Der Vorleser (O leitor), de Bernhard Schlink

Filme:
The Reader (O leitor), roteiro de David Hare, direção de Stephen Daldry

posts: O leitor (filme) e O leitor (livro)


anjos e demonios - livro anjos e demonios - filme Livro:
Angels and demons (Anjos e demônios), Dan Brown

Filme:
Angels and demons (Anjos e demônios), roteiro de David Koepp e Akiva Goldsman, direção de Ron Howard

post: Anjos e demônios


ripley - livro ripley - filme Livro:
The talented Mr.Ripley (O talentoso Ripley), de Patricia Highsmith

Filme:
Plein soleil (O sol por testemunha), roteiro e direção de René Clément

post: O sol por testemunha


duel - livro duel - filme Livro:
The point of honor (Os duelistas), de Joseph Conrad

Filme:
The Duellists (Os duelistas), roteiro de Gerald Vaughan-Hughes, direção de Ridley Scott

post: Os duelistas (filme) e The duel (livro)


river kwai - livro river kwai - filme Livro:
The Bridge on the River Kwai (A ponte do rio Kwai), de Pierre Boulle

Filme:
The Bridge on the River Kwai (A ponte do rio Kwai), roteiro de Carl Foreman, direção de David Lean

post: The Bridge on the River Kwai

13 de fevereiro de 2011, 13:47 - Cristine
Resenhas    1 comentário

A batalha do apocalipse

A batalha do apocalipse
Eduardo Spohr

Aos mais desavisados, talvez pareça ser mais um livro que pegou carona na onda de livros sobre anjos, principalmente tomando-se como base a ilustração da capa. Basta uma “googlada” rápida para descobrir que é anterior a isso, pois sua primeira edição é de 2002.

Jogador contumaz de RPG, nerd assumido, Spohr deve justamente à comunidade nerd boa parte da divulgação e do sucesso de seu livro. Sem desmerecer o conteúdo, certamente se não fosse o #nerdpower a obra demoraria bem mais tempo para chegar à lista dos mais vendidos – em que já se encontra há várias semanas.
continua…

27 de janeiro de 2011, 21:09 - Douglas
Crônicas    3 comentários

O Que Eu Falo Não Se Escreve

Tamanho foi meu espanto ante aquele argumento simples e profundamente óbvio: Como eu poderia afirmar que não sabia português se eu falo português?

Quem teve aula com a Tereza Berlowitz jamais se esquecerá disto. Aquela velha era doida, mas tem-se de admitir que fosse uma professora fantástica. Na primeira aula pediu uma dissertação cujo tema era o ensino da língua portuguesa. Neste texto fiz uma lamúria, dizendo que não sabia conjugar verbos porque nunca tinha conseguido decorá-los! Pobre de mim, pensei… Mas ela não se comoveu e me ensinou impiedosamente que decorar verbos era estupidez. Tinha era de entender as regras de flexão.
continua…

24 de janeiro de 2011, 00:44 - Cristine
Opinião    sem comentários

Papel x bit

Muito já se falou e ainda muito há de ser dito sobre o futuro do livro, sobre a sobrevivência do livro em papel após o advento do livro digital. Com a digitalização de bibliotecas e a disseminação de leitores de e-books, deixaremos de lado os livros impressos e todos passarão a ler apenas o formato digital?

Acredito que essa migração não deve ocorrer num curto prazo. Talvez nem mesmo a médio prazo. Não apenas pela simbologia e pela familiaridade das pessoas com o livro. Há inúmeros motivos que indicam que essa “onda” não deve chegar tão cedo quanto pregam alguns pseudo-gurus geeks. Talvez o livro em papel perca um pouco de espaço, mas acho que dificilmente deixará de existir em breve.

Eu, particularmente, podendo optar, sempre prefiro o texto impresso. Adoro o livro impresso, desde a textura da capa, até a cor e o cheiro do papel e da tinta. Podem me chamar de saudosista, mas eu cresci em meio a livros. Preferia-os aos meus brinquedos. Difícil me desfazer dessa memória emotiva. Ao mesmo tempo, sou nerd, geek, adoro novidades tecnológicas, assumo que gostaria de ter um Kindle. No entanto, tenho ojeriza por ler textos longos em formato digital. É chato, é cansativo, e é extremamente decepcionante não ter as páginas para folhear. Sinceramente, não me imagino lendo Crime e castigo ou O senhor dos anéis em formato digital. Pois além de ler é preciso ter prazer na leitura, algo que o formato digital não me proporciona.

Acho que, assim como eu, a maioria das pessoas associe o texto digital a uma leitura mais rápida, fracionada, “em pílulas” – notícias online, posts em blogs e o próprio tuiter reafirmam esse formato mais compacto. Desse modo, inicialmente os livros infantis e adolescentes são ótimos candidatos a serem os primeiros a migrar para a nova mídia. Mas ainda assim, creio que, enquanto o livro digital for apenas a versão digital do livro impresso, ou seja, apenas um .doc ou .pdf do texto, essa migração não deve ocorrer. Se o formato digital não tirar proveito dos recursos que a própria mídia proporciona – interatividade, hiper links, comentários, sons, animações, vídeos – não haverá atrativo suficiente para mudar de um para o outro.

Há outro aspecto a levar em consideração, o acesso ao dispositivo de leitura. Os early-adopters, nerds e geeks rapidamente estarão munidos de um e-reader. Mas e o restante da população? Qual é o alcance e a disponibilidade de um dispositivo desses? Se hoje, há ainda quem não tenha acesso a livros e internet, qual é a probabilidade de virem a ter acesso a esse gadget num futuro próximo?

10 de janeiro de 2011, 00:20 - Cristine
Crônicas    sem comentários

Domingo

(texto escrito em 28/03/2010)

Lembro-me de um tempo em que o dia de domingo parecia uma festa quase ininterrupta. Não sei precisar a partir de qual idade os domingos se tornaram dias mortos. Não o dia inteiro. Ocorre uma progressão. O dia amanhece bem. Acordar mais tarde, ou melhor, não ter horário para sair da cama é o que faz a manhã de domingo ainda valer a pena. Para mim, como para outros corredores amadores, é a única manhã de descanso da semana inteira. Não há treino de corrida, nem musculação. Há sim, o descanso merecido após o “longão” do sábado. Exceção feita, aos domingos em que há alguma prova e o descanso é compulsoriamente transferido para a segunda-feira.

Entre o café-da-manhã e o almoço inicia-se a decadência. Para os que têm família, irmãos, pais, sogros, etc. cuja visita dominical é uma tradição, começa nesse momento o transtorno. “Onde vamos almoçar hoje?” “Semana passada fomos na casa da sua mãe, vamos na casa da minha hoje, senão você já sabe o que acontece.” “É aniversário da minha avó, temos de ir lá de qualquer maneira!” Lembro dessas conversas no tempo em que essas visitas ainda faziam parte do meu domingo. Felizmente, não passo mais por esse dilema. Mas mesmo assim, sofro com meus questionamentos. “O que fazer para o almoço?” Em dias de prova de corrida, não penso duas vezes. Vamos direto para a churrascaria. Nos demais, depende da minha inspiração culinária. Desde a ausência total de idéias, optando entre o frango assado da padaria e o chop-suey delivery. Até um desejo de fazer algo diferente e tentar alguma receita que minha mãe preparava com perfeição.

Independente do cardápio, após o almoço a decadência continua. Quem foi à casa de algum parente, ainda deve estar à mesa conversando, ou melhor, discutindo problemas de família em que o ponto culminante certamente será a avó ou uma tia idosa reclamando dos modos dos mais novos e da falta de respeito que não existia no tempo dela. Eu, se estiver em casa, vou pra frente da tv assistir algum torneio de poker narrado pelo Gualtinho e pelo Ale Gomes. Se não estiver, é hora de passear no shopping ou visitar algum conhecido. De qualquer forma, nada de mais. Do meio da tarde em diante, independente da programação, a lassidão começa a tomar conta. A perspectiva de que a segunda-feira está inexoravelmente mais próxima desanima qualquer um. Ou quase. Há os felizardos que folgam na segunda. Mas para isso, estão trabalhando no domingo. Não há melhora perceptível.

Depois das 18:00, a degringolada acelera-se. Não há o que fazer. Não há nada que ajude. Nem happy-hour inesperado. Nem sorvete depois do cinema. Nem o arguile com o fumo novo que aquele conhecido trouxe dos EUA. O desânimo avança. Assim como avançava O Nada, no primeiro “Endless story”. Não há o que o detenha. Quando menos esperarmos, já estaremos em casa, pensando nos afazeres do dia seguinte. Quando chega esse ponto, o domingo morreu.

Não há ressurreição possível. Há sim, três possibilidades. Há os que, por falta de opção, sentam-se no sofá da sala de estar com toda a família para assistir Sílvio Santos, Faustão e Fantástico. Há os que, totalmente tomados pelo abatimento, ligam o “foda-se” e sentam-se no sofá da sala de estar para assistir Sílvio Santos, Faustão e Fantástico. E há os que tentam salvar o último suspiro de vida do domingo. Enchem um copo com uísque e gelo e sentam-se no sofá para rever algum bom filme, ler um bom livro ou escrever até o dia clarear.

 

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