26 de maio de 2009, 15:09 - Douglas
Crônicas    4 comentários

Nietzsche e a Compaixão

Ao ler pela “enésima” vez o livro O Anti-Cristo de Nietzsche, tive a mesma impressão das outras vezes. Quando fala de compaixão, Nietzsche não estava errado, mas não estava necessariamente certo. Parece apenas que seu raciocínio estava incompleto.
continua…

11 de maio de 2009, 14:17 - Douglas
Resenhas    2 comentários

Lolita

Lolita é impressionante. Paradoxal. Ao mesmo tempo em que o leitor passa a amar e admirar o Sr. Humbert Humbert (personagem principal) pela sua profundidade sentimental, seu eruditismo, também o odeia da forma mais suja e inexorável como a todo pedófilo.

Ele descreve as mais belas declarações de amor, mais apaixonadas, mais sinceras… É de se umedecer os olhos ao ver o protagonista humilhado e rastejando aos pés de sua amada. Amada esta que o seduz, o domina, faz dele seu escravo e tira-lhe – além de muito dinheiro – toda sua dignidade, mantendo-o um apaixonado da primeira à última palavra do livro.
continua…

23 de abril de 2009, 14:49 - Douglas
Crítica Literária    5 comentários

O Que Acontece Quando Morremos

Estive lendo nos últimos dias o livro O Que Acontece Quando Morremos, do Dr. Sam Parnia. O livro trata de um estudo muito interessante sobre a consciência humana no instante da morte.

Logo no início, o autor é categórico: Não há conclusão para o estudo. Não obstante, o livro trata de diversas abordagens na busca de uma elucidação científica para questão. É uma leitura bastante simples e atraente. Embora ele seja um tanto quanto repetitivo e passa a impressão de estar o tempo todo se justificando de o porquê não consegue chegar a nenhum resultado.
continua…

20 de setembro de 2007, 02:27 - Cristine
Drops    sem comentários

The God delusion

Deus, um delírio
Richard Dawkins

Um pouco pretencioso em alguns momentos mas, mesmo assim, ótima leitura. Excelente para quem já tem consciência de que tudo depende de nós (apenas), munindo-nos com vários argumentos irrefutáveis de que ser ateu não é uma monstruosidade. Mas melhor ainda para quem permanece em dúvida, e tem aquela leve desconfiança de estar sendo enganado.

Par perfeito com O mundo assombrado pelos demônios, Carl Sagan. Ninguém melhor que Sagan e Dawkins para desmistificar o status quo da humanidade.
continua…

24 de fevereiro de 2007, 21:31 - Cristine
Drops    1 comentário

O fio da navalha

O fio da navalha
William Somerset Maugham

Comecei a ler sem muito entusiasmo… a sinopse na contracapa do livro não parecia muito promissora:

“O enredo mostra uma decadente aristocracia européia abatida pelo trauma da Primeira Guerra. No outro lado, a burguesia norte-americana emergente busca refinamento e luxo. O crack da Bolsa de Nova York, em 1929, faz desmoronar universos de ostentação e embaralha as histórias.
Com esse pano de fundo, um nobre carola socorre uma tradicional família quebrada. Uma rica socialite sofre um choque e vira prostituta. O escritor-narrador une todos os fios da meada com as peripécias do jovem promissor que resolve abandonar o futuro sólido para buscar um sentido para a vida.”

Mas ocorreu ser esse mais um daqueles livros difíceis de largar enquanto a última página não chega. A prosa é fluida, não diria fácil, mas flui de maneira tão espontânea que “agarra” o leitor com uma facilidade incrível.

De acordo como texto da primeira orelha do livro, o título foi retirado de um dos upanixades (textos sagrados da Índia). Mas também poderia ter se originado de um provérbio hassídico que diz que “A vida é um fio de navalha. De um lado, o Inferno. Do outro, o Inferno.” – uma vez que o tempo todo no livro somos lembrados que a qualquer momento podem ocorrer imprevistos (bons e ruins) e cabe a nós manter o equilíbrio em nossa vida.

Apesar de personagens e trajetórias tão díspares a trama é bem amarrada e nenhum fio é deixado solto. E mesmo datado, o livro trata de um tema ainda bem atual, afinal o ser humano não deixa de se perguntar a cada minuto qual o sentido da existência e como alcançar a tão almejada felicidade.

Adorei o final do livro, onde o escritor-narrador afirma que sem ter tido essa intenção, acabou escrevendo uma estória de sucessos:

“Sim, pois todas as pessoas de quem me ocupei conseguiram o que almejaram: Elliott, prestígio social; Isabel, boa posição (…); Gray, um emprego certo e bem remunerado (…); Suzanne Rouvier, segurança; Sophie, a morte; e Larry, a felicidade.”

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